por gd
eu sou o rastro da sombra do lastro econômico da massa de manobra
o mestre de obra do ato sinfônico que se desdobra
o pato que se escora no ombro anatômico do passado
o gado que regurgita tudo o que antes já foi regurgitado
os passos guiados aos muros caídos, que caíram sob os pés de quem tentou andar demais
a fórmula mais eficaz de se tornar um milésimo de miligrama de poeira
a grama, a areia, a asneira
a nunca contida esperança da transformação
a reação inesperada e a surpresa ruim
o fim da precipitada força de vontade interrompida pela vírgula
a gárgula cuspindo pedaços de cobre sobre a cabeça de todos os nobres
a submetralhadora ensanguentada por mãos cortadas com arame farpado
a farpa dentro dos dedos sujos de tinta
mas acho que sou apenas o resto da saudade disso tudo, antes que ela me atinja
ou que me tinja


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